Dias sem pornografia


sábado, 19 de março de 2016

O desafio dos 21 dias: tabela de controle da qualidade da sua abstinência

Sabemos, por vivência própria e por acompanhar as histórias de muitos no fórum, que os primeiros 21 dias de reboot são os mais difíceis. Geralmente é nesse intervalo de 3 semanas que estamos mais sujeitos a sucumbir a recaídas. Já aconteceu com muitos de nós: você fica 15 dias limpo, depois recai em PMO, depois fica mais 17 dias limpo, recai em PMO, depois mais 10 dias limpo e cai novamente em PMO e por aí vai... Esse ciclo repetitivo e compulsivo é o estado de recaída. Pretendo contar aqui como faço para lidar com ele.

Crio uma tabela onde vou listando todas as possíveis fontes de recaída ou atividades que devo fazer (ou evitar) para me manter longe de PMO. Essa tabela vai variar de pessoa para pessoa obviamente, a sua será diferente da minha. Basicamente você deve listar tudo aquilo que te blinda contra PMO. O que está listado abaixo é, no meu caso, tudo que devo fazer para evitar recair. Anoto honestamente se cumpri ou não cada meta e assim tenho um panorama da qualidade da minha abstinência de PMO. Quanto mais dias preenchidos por s (sim), melhor a qualidade dessa abstinência e menos riscos tenho de recair.








No exemplo acima fica visível que, embora eu esteja dando conta da maioria dos itens, há uma indisciplina relacionada a usar eventualmente o pc em casa (algo que considero perigoso em momentos que estou tentando evitar uma recaída) e estar com o quarto bagunçado (algo que para mim percebo que tem um efeito ruim também, talvez por lembrar muito os tempos de PMO).

A meta inicial é chegar a 22 dias (21 dias + 1, por precaução). Mas perceba que divido a meta em sub-metas de 3 dias. Ou seja, em vez de pensar em 90 dias, nesses momentos de dificuldade penso em 7 blocos de 3 dias (21 dias). Na verdade, como você divide os 21 dias é uma questão de preferência sua.

Essa tabela onde listo tudo que me ajuda ou atrapalha permite eu controlar os pontos fracos e assim corrigir a rota durante o percurso, antes que uma recaída aconteça. No caso acima, a partir do dia 10 eu teria de arrumar meu quarto e parar de usar pc em casa, para não correr riscos.

Para criar uma tabela dessas você tem de sempre procurar aprender quando, como e porquê recaiu. Identificar os furos no encanamento do seu reboot e tapá-los. (obs: o item evitando procurar sites pornôs contempla também possíveis tentativas de se tentar burlar bloqueador).

Ao chegar a 22 dias, aumento a meta para 28 (4 semanas), e depois para 30 dias (um mês). E assim vai, aumentando as metas aos poucos, sempre com sub-metas de 3 dias. (ver o post Estabeleça Metas Curtas). Faça como achar melhor, o importante é você ir controlando honestamente item por item, para ver onde está comprometendo sua abstinência e se precaver contra uma queda em PMO.

Dessa maneira, você terá mais condições de superar a difícil barreira dos 21 dias; depois disso o reboot vai ficando mais fácil. Até porque, passando por esse vale das 3 primeiras semanas, logo você se depara com as benesses do reboot: ressensibilização, melhora na concentração, diminuição da ansiedade, etc.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Estabeleça Metas Curtas


Encontrei um texto que se encaixa naquilo que sempre pensei quanto ao reboot: é preciso ter metas pequenas, pois as grandes tendem a ser desestimulantes e, além disso, quanto mais próximos estamos de cumprir uma meta, com mais afinco nos dedicamos a ela. Por isso você não deve mirar 90 dias, mas uma meta bem menor que isso.

Sabemos por experiência que o período mais difícil do reboot são os primeiros 21 dias. É nesse intervalo que a maioria das recaídas ocorrem e, superando-o, geralmente se consegue "engatar" o reboot de vez, conseguindo administrar mais facilmente as dificuldades posteriores.

Você pode ainda dividir 21 dias em 7 metas de 3 dias por exemplo, fica a seu critério. E quando completar 21 dias, esticar por exemplo a meta para 28 (quatro semanas), depois para 30 (um mês) e assim por diante. Depois de tanto dar pequenos passos, uma hora enfim o horizonte de 90 dias chegou.

O texto abaixo foi adaptado para nossos fins - o reboot - e é do livro "Treinamento prático em leitura dinâmica", do campeão de memorização Alberto Dell´Isola.
Metas bem definidas
"A definição de metas é primordial.
Diversas experiências já demonstraram que é muito mais fácil executar tarefas quando temos alguma meta ou objetivo bem definidos. Desse modo, quanto mais próximos estamos desse objetivo ou modo, mais rapidamente executamos nossa tarefa. Joyce Brothers, famosa psicóloga dos anos 1950, costumava dizer que uma meta bem definida se parece com um imã: quanto mais perto o ímã se encontra de um pedaço de metal, mais forte será a atração. Qualquer que seja a tarefa que você deseja fazer, você trabalhará de maneira mais eficiente e eficaz conforme for se aproximando do final da tarefa. Ou seja, quanto mais próximo do final da tarefa, mais rápido você trabalhará e estará sujeito a menos erros.
Uma experiência realizada sobre esse assunto teve como objeto de estudo um grupo de fazendeiros em um campo de trigo. Nesse grupo, todos eram igualmente capacitados para manejar uma foice e ceifar o trigo de maneira adequada. Dividiram-se os fazendeiros em dois grupos, cada qual trabalhando em um lado oposto do campo de trigo. Os dois lados do campo de trigo eram idênticos na forma e área, diferenciando-se apenas na existência de bandeiras vermelhas de dez em dez metros, ao lado de um dos campos.
Os dois grupos começaram a ceifar o trigo no mesmo instante e velocidade. No entanto, verificou-se que o grupo que trabalhava no lado do campo marcado por bandeiras trabalhava muito mais depressa. Além disso, quanto mais perto estavam de uma das bandeiras, maior era a rapidez e eficiência do serviço.
Para verificar a fidedignidade dos dados obtidos, a experiência foi repetida no dia seguinte invertendo-se os dois grupos. Dessa vez o segundo grupo, agora trabalhando no lado que continha as bandeiras, saiu-se bem melhor do que o primeiro.
Assim, verificou-se o poder que as metas têm sobre os indivíduos durante a execução de uma tarefa. Isso acontece porque sentimos certa exaltação ao percebermos que estamos nos aproximando de nossa meta. Desse modo, passamos a trabalhar de maneira ainda mais eficiente em direção à meta definida inicialmente.
Essa motivação no curso de aproximação de nossas metas já foi observada experimentalmente em ratos treinados a percorrer um labirinto em busca da saída. Esses ratos eram capazes de eliminar mais rapidamente as passagens sem saída no fim do labirinto que as passagens perto da entrada. Desse modo, ao atravessarem o labirinto, os ratos andam cada vez mais depressa, à medida que vão se aproximando da saída. Esse aumento de velocidade, devido à proximidade da meta, é conhecido como gradiente de meta.
Um exemplo comum de como opera esse gradiente de meta ocorre nas filas para shows de alguma banda conhecida. Dependendo da popularidade da banda, o público costuma chegar bem mais cedo que o horário de início do espetáculo. Todos esperam calmamente, até se aproximar a hora do início do show. Quando a hora do show começar se aproxima, as pessoas começam a se comprimir perto da entrada — embora saibam que não vão poder entrar naquele momento. Isso é um exemplo do gradiente de meta funcionando, enquanto o alvo se aproxima.
Motivação

Uma boa maneira de eliminar a procrastinação é fragmentar suas metas em objetivos menores. Desse modo, não veja todas as suas obrigações como apenas um grande projeto. Fragmente seus objetivos, projetos ou tarefas em partes pequenas. Estabeleça um prazo para cada parte."

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Qual a postura dos que conseguem fazer o reboot?

Acredito que cada um segue um trilho para conseguir a abstinência de PMO e se livrar da compulsão e dos sintomas do vício. Uns fazem reboot em hard mode (sem P, nem M, nem O), outros no que chamo de reboot normal (sem P e M, mas com O, através de sexo), outros mesclam um período inicial em hard mode com uma passagem a um reboot com sexo logo em seguida - estratégia pela qual sou bastante simpático nos últimos tempos.

Cada um encontra um modo próprio de fazer o reboot. Mas há uma postura que, na minha opinião, é uma constante entre aqueles que conseguem se libertar de PMO: a capacidade de abdicar.

Você está disposto a deletar seu facebook? A excluir ou até mesmo bloquear contatos no whatsapp que te enviam pornografia ou conduzem a conversas eróticas? Está disposto a se afastar de pessoas que te fazem fantasiar e recair? A apagar o Tinder?

O reboot tem um custo. Estamos dispostos a pagar por ele?

É uma lógica de investimento: você se desfaz de algo hoje para ganhar muito mais no futuro. Renuncia aos prazeres danosos que conversas virtuais lhe trariam para colher futuramente prazeres reais, com pessoas reais, e uma vida livre da compulsão do vício.

Ao abdicar, sacrificar algo para eliminar uma fonte de recaída, você está dando um atestado de compromisso com sua liberdade. E digo mais: quanto mais o reboot está capenga, mais se deve abdicar. Porque o reboot só está capenga porque você não abdicou o suficiente, porque ainda há brechas.

Na minha opinião, a lógica de abdicar tem de ser algo certo para o rebooter, uma regra de ouro, onde toda brecha de recaída terá de ser eliminada, sacrificada.

Então, você muitas vezes calculará que não vale a pena nem sonhar em testar se há uma brecha para se ver pornografia, por exemplo, em um tablet onde há bloqueadores os quais você não tem garantia de que são eficientes. Porque você já saberá de antemão que se for bem sucedido em burlar os bloqueadores - e não houver nenhum outro modo de bloquear esse dispositivo - você terá de se livrar dele.

É esse custo enorme (já pensou ter de se livrar de um tablet porque ele se tornou uma brecha de recaídas para você?) que vai lhe desestimular a tentar ficar burlando seus esquemas de segurança. Porque se você conseguir, já haverá a certeza: vou ter de sacrificar ainda mais. Pode acreditar, uma parte de você - aquela que gosta muito desse tablet - certamente fará oposição àquela parte da sua mente que quer tentar uma malandragem ali e burlar o bloqueador desse dispositivo.

Tudo que te faz recair deve ser eliminado da sua vida. Não dá para fazer reboot e ser feliz no facebook por exemplo. Não dá para fazer reboot e manter contato com pessoas que nos fazem fantasiar. Não dá para fazer reboot tendo um computador com bloqueadores e eventualmente não passar o perrengue de ter um site não-pornográfico bloqueado.

O reboot tem um custo? Estamos dispostos a pagar?

Se você quer enterrar aquela velha vida de viciado, vai ter de enterrar junto as coisas e contatos prazerosos que compõem essa vida de viciado.

Haverá um momento em que você já abdicou de tantas fontes de recaídas, coisas e pessoas, que não recai mais. Então, comece já a identificar: "O que ou quem me faz ou pode me fazer recair?". Identificar e eliminar isso da sua vida. Ou então continuar chorando nos fóruns, como se só você fosse viciado, como se só para você fosse difícil.

A recaídas, todos estamos sujeitos. Mas tem uma galera que chora muito, inventa desculpas ("bloqueadores não servem para mim, sou especial"), não quer abdicar, e por isso não consegue o reboot. A postura é: identificar as fontes de recaída, abdicar mais e reclamar menos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Recaídas: Devo resetar o contador?

Aqui vai uma concepção pessoal minha acerca de recaídas e resets de contador.

Para mim, observando minha jornada e a de muitos rebooters, cheguei à seguinte conclusão sobre dúvidas a respeito de possíveis recaídas ou sobre zerar contadores: não importa o que você fez. Importa o que você vai fazer daqui pra frente.

Você pode ter praticado M, por exemplo. Recaiu? Depende.
A recaída, na minha opinião, se caracteriza pela volta ao "estado do vício". E o que seria esse estado do vício? A compulsão, aquelas repetições de comportamento que te controlam, que ciclicamente vão te afundando e você não consegue sair desse ciclo vicioso, onde você sempre retorna ao dia 0. O levanta e cai que se repete. Recair portanto (na minha opinião de mero rebooter) é visitar esse fundo do poço e lá permanecer.

Portanto, supondo que você praticou M mas nos dias e semanas seguintes baniu isso novamente da sua vida. Você recaiu? Voltou à estaca zero? Claro que não. É evidente que você, enquanto viciado, vai pagar o custo (alto) desse deslize (piora imediata da ereção, da concentração, fantasias pesadas, retorno da compulsão, ejaculação precoce, etc - não vale a pena "deslizar"). Mas em se mantendo limpo da data do deslize em diante, logo você retorna à condição plena, em menos de 90 dias, o que prova que não precisaria ter zerado o contador.

Agora, se você praticou M hoje, depois pratica de novo daqui uma semana, depois de novo na outra semana e de novo na outra semana... ora, se você não recaiu já está recaindo! Porque o retorno à condição do vício é justamente essa repetição de ciclos, onde se fica alguns dias limpo e logo em seguida se cai. Ciclos cada vez mais curtos, até você praticar PMO todos os dias

Então, o que vai determinar - na minha opinião - se você recaiu ou não após um deslize é se você vai se manter limpo daqui pra frente. Porque a recaída verdadeira é aquela onde você fica ciclando dias limpos com repetitivas quedas logo nas primeiras semanas. Está sempre voltando ao dia 0. É a compulsão. Se você perdeu para a compulsão, você recaiu. Caso contrário, foi só um deslize e você seguiu em frente e manteve-se limpo, livrou-se novamente dos sintomas.

Eu penso que os deslizes podem ser divididos em graves (M - edging), muito graves (MO ou P), gravíssimos (PMO). Qual o critério que uso para essa classificação pessoal? A liberação de dopamina. Penso que a pessoa que praticou MO, como jogou uma bomba dopaminérgica no cérebro (orgasmo), re-fortaleceu mais a rede neural do vício que alguém que praticou M, e menos que alguém que praticou PMO.

Acredito que quanto mais se avança nessa escala de gravidade, mais difícil é retornar à condição de abstinência, embora todos deslizes sejam perigosíssimos e todos eles vão tentar colocar todo seu esforço de reboot por água abaixo. Por isso não se engane achando que você vai poder ficar deslizando e que "depois é tranquilo, só eu parar". Viciado é viciado. Em um deslize o vício nos escraviza novamente.

Aliás, minha recaída após o primeiro reboot se deu assim: começou com M, sobre a qual eu achava ter controle. Depois MO e depois PMO - o fundo do poço. Não vou dizer que eu fui forte o suficiente para neste segundo reboot que está em mais de 300 dias não ter deslizado algumas vezes. Ocorreu mas percebi que em vez de fazer um drama enorme, querer zerar contador e atitudes que mais prejudicam psicologicamente, era possível administrar a situação, reconhecendo sim meu vacilo (até porque a debilitação do corpo e mente é imediata, você cai da plena potência da abstinência pra uma condição com sintomas que são os mesmos do estado do vício, tudo isso com uma "mera masturbaçãozinha" sem O) e voltar ao meu estado de abstinência (que, com o tempo, se torna o seu normal. Com o tempo o mais natural para você é não se masturbar nem querer pornografia: é algo muito bom). Mantendo-se limpo,

E isso foi um aprendizado. A ideia de que manter-se limpo é um trabalho de administração. E que se eu voltasse àquilo que foi minha vida durante meses - a abstinência de P e M - eu não cairia refém da compulsão e portanto configuraria que eu não recaí, mas apenas cometi um grave deslize. Em se mantendo limpo, logo os sintomas vão embora novamente e você retorna à plena potência vital que o reboot proporciona.

Vale destacar que pensei isso tudo baseando-se na minha experiência de ter deslizado com M (edging). Detalhe: M sem O. Eu não sei se eu conseguiria "voltar ao trilhos", como consegui, se tivesse deslizado em MO. E quanto a PMO, sinceramente eu acho que é quase impossível que esse deslize não se converta em uma recaída. Por isso, trate de instalar bloqueador no seu computador, para você evitar ter as quedas com P, que são sempre mais graves.

Enfim. Espero que minha concepção pessoal sobre como encarar isso tudo ajude vocês: não importa o que você fez, importa o que você fará daqui pra frente. Se daqui pra frente você ficou limpo, significa que não retornou à compulsão do estado de vício e, portanto, obviamente não recaiu.


domingo, 11 de outubro de 2015

Configurando o bloqueador Procon Latte (Firefox)

Antes de tudo, um aviso: se você encontrar alguma falha, algum modo de burlar este bloqueador, por favor não comente, guarde-o para você e busque um outro bloqueador.

O Procon Latte tem sido meu guardião nesses tempos longe do vício. Ele analisa palavra a palavra do site que será carregado, tanto no endereço url quanto no conteúdo do site. Mostrarei como eu o configuro.

Baixo o Firefox no computador (em tablet acho que não funciona) e desinstalo todos os outros navegadores. Deixo-o como meu único navegador.

Pode-se argumentar que é possível burlar esse esquema simplesmente baixando outro navegador. Ocorre que o tempo necessário para se procurar e se baixar outro navegador é um grande desestímulo. Tendemos a procurar o caminho mais rápido para o prazer, e este caminho mais rápido será o já instalado Firefox, que estará bloqueado pelo Procon Latte. Até você pensar em baixar outro navegador, será o tempo suficiente para você sair do pc, sair daquele ambiente, sair de casa se possível e evitar uma recaída.

O fato é que esse método de ter apenas um navegador e bem bloqueado, embora pareça falho, é eficiente. Tem sido eficiente para mim e certamente será para você. Não perderia tempo escrevendo esse tutorial se não valesse a pena.

Vamos às configurações:

Já no Firefox, abro o Menu, clico em Extensões e procuro por Procon Latte. Instalo-o.

Vamos às configurações, sendo as 3 primeiras abas (general, blacklist e whitelist) as principais para o bom funcionamento do bloqueador:

Na aba General, deixe todas as opções selecionadas.


Na aba Blacklist, temos as seguintes configurações:

A sub-aba Blocked Sites: é aqui que você colocará as palavras ou endereços de sites que geralmente te levam a uma recaída.

Por exemplo: www.facebook.com, images.google.com


Aqui temos a sub-aba Blocked Words, que conterá palavras-chave e expressões que geralmente te levam à recaída.

Você pode usar "aspas" para delimitar o que você deseja bloquear. Por exemplo: em vez de mulheres peladas, pôr "mulheres peladas" na lista. Assim, só será bloqueado o site que contiver exatamente esta expressão. Usar aspas delimita. Vai de você saber quando isso se faz necessário, quando isso atrapalha (afinal, o intuito é que o bloqueador impeça acesso somente a conteúdo pornográfico, e não a sites comuns).

 Sub-aba Advanced.

Aqui são as decisões que o app tomará quando encontrar alguma palavra ou expressão a ser bloqueada. Na configuração abaixo, ele somente renderiza (exibe) o site depois de examinar seu conteúdo. Além disso, examina as metatags dos sites e, caso encontre algum termo a ser bloqueado, redireciona automaticamente para o site www.vicioempornografiacomoparar.com (você escolhe um site de sua preferência, desde que obviamente tenha certeza de que nesse site não haja conteúdo pornográfico).

Caso o aplicativo esteja bloqueando sites não-pornográficos, você deve desativar temporariamente a opção Redirect e ativar a opção Explain why. Assim, o Procon Latte exibirá uma notificação do porquê está bloqueando aqueles sites. Se for possível corrigir na Blacklist, você retorna às configurações como exibidas abaixo, após a correção.


Aba Whitelist.

Aqui estarão todos os sites permitidos, sites que você tem certeza que nunca encontrará conteúdo pornográfico ou erótico. Devem constar aqui os fóruns sobre o vício em pornografia, sites como Yourbrainonporn, sites de contadores de dias.

Lembre-se: tudo que está na Whitelist o Procon não bloqueia! Então se você puser, por exemplo, o Youtube nela, o app não bloqueará os vídeos do youtube que contém conteúdo erótico. A Whitelist anula a Blacklist. Então ponha nessa lista somente o estritamente necessário. Perceba que nem meu email eu coloco na Whitelist.

Aba Profanity List:

Aqui estão as palavras que não serão exibidas, palavras que serão censuradas pelo bloqueador. Ele substitui essas palavras por outros caracteres.

 Aba Subscriptions:

Aqui podem conter várias listas de sites a serem bloqueados. A lista padrão, mostrada abaixo, é atualizada a cada 72 horas.


Após configurar o Procon e testar sua eficácia, vá no botão inferior Settings e exporte suas configurações. Assim, caso você precise configurá-lo em outro computador, bastará importar as configurações já feitas. Salve-as em seu email, com a data (pois conforme você for aprimorando seu bloqueador, convém exportar e salvar no email as configurações mais atuais).

Por fim, o último passo é colocar uma senha longa e aleatória, da qual você não se lembre. Procure no google pelo gerador de senhas online da Norton Antivírus. Gerada a senha, anote-a e envie a pelo menos 2 amigos de confiança (de preferência que estejam tentando reboot também).

O Procon não reseta a senha nem se você reinstalar o navegador (o que mostra como ele é bom). Assim, peça para seus amigos não perderem essa senha! Guardá-la no email deles, em local seguro. Até porque você não terá acesso a essa senha. Configurado o bloqueador e com a senha guardada pelos amigos, você destruirá a sua própria anotação dela. Seu único modo de ter acesso a seu bloqueador será pedindo para um de seus amigos. É uma proteção de você contra você mesmo.

Eventualmente você vai ter de ir calibrando este bloqueador. Colocar novas palavras na Blacklist e às vezes restringir palavras ou expressões muito abrangentes que levam o Procon a bloquear sites não-pornográficos. Mesmo assim, saiba: não existe bloqueador perfeito. Mesmo após bastante tempo de uso, de vez em quando o Procon bloqueia algum site não-pornográfico que eu gostaria de ver. É o custo de se ver livre da pornografia. O mais importante é que ele funciona!

No geral, ele é uma ferramenta essencial para mim. Já me salvou inúmeras vezes nesses 288 dias que estou limpo. Certamente foi o melhor bloqueador que experimentei até hoje.

sábado, 3 de outubro de 2015

2 anos lutando contra o vício: mais de 1 ano de vida plena

Neste mês de outubro de 2015 me lembro que no dia 24/10/2013, há dois anos portanto, eu tentava meu primeiro reboot. Meio sem convicção, acreditando apenas porque não sabia mais o que tentar para descobrir o que eu tinha. Mesmo lendo no YourBrainOnPorn que eu tinha todos os sintomas do vício em pornografia, era difícil acreditar que algo tão "inocente" como a masturbação e a pornografia estariam drenando minha vida para o ralo.

Passadas as primeiras semanas eu percebi: era viciado mesmo, não conseguia parar e não sabia se um dia conseguiria.

Levei uns 6 meses para engatar o primeiro reboot, no qual fiquei limpo por algo em torno de 4 meses. Após uma recair, levei mais 6 meses até engatar um novo reboot bem sucedido - o atual - no qual estou há 280 dias limpo. Mais de 9 meses de verdadeira VIDA. Portanto, nesses dois anos tentando deixar o vício, vivi mais de 1 ano em plenitude, graças a Deus.

Desde meu primeiro reboot passei por enormes mudanças pessoais. Posso dizer que hoje entendo o significado da palavra subjetividade, pois enfim tenho uma. Antes, enquanto era viciado, eu praticamente não tinha vida pessoal. Amizades próximas comentavam: "Estudamos juntos e eu não sei nada sobre você". Era minha "vida secreta", paupérrima. Eu também vivia em guerra, com uma ansiedade extrema e cheio de certezas. Livre do vício vi as certezas burras que eu tinha se transformarem em dúvidas elaboradas. A vida ganhou nuances e cores, saído do mundo perverso dos 50 tons de escuridão com o qual nossa cultura atual gosta de flertar. Em suma, hoje sou uma pessoa, antes eu era uma caricatura de mim mesmo.

Percebi nesse tempo o quanto a falta de limites nos destrói - enquanto indivíduos e também como sociedade - e o quanto nossa cultura de derrubada de todos os limites é destrutiva. Passei a ver a importância de tudo aquilo que nossa era dos vícios pretende banir do mundo: a religião, as tradições e o passado. Até porque vivemos a primeira civilização humana onde, para a roda econômica se manter girando, é preciso viciar as pessoas, em nome do lucro (a pornografia, apenas uma das infindáveis mercadorias viciantes nos oferecida ilimitadamente todos os dias, é um dos ramos mais lucrativos do capitalismo atual... e quanto mais viciados, mais lucro. Ora, mas o que é vendido no site pornô? Você!).

Durante esse tempo eu também pude me envolver com uma pessoa. Percebi o quanto isso é enriquecedor, ter alguém às vezes só pra conversar, para assistir um seriado. Para quem não tinha vida pessoal, é uma verdadeira descoberta. Meu número de amizades só fez aumentar nesse tempo todo.

Enfim, não há uma só esfera de minha vida que não tenha melhorado! Realmente é muito bom estar longe de pornografia e masturbação. A vida dá um salto, um estágio muito superior e por pior que esteja, estará sempre melhor que a vida de alguém imerso no vício.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Um manual da vida boa

Aos mais de 130 dias longe de pornografia, tenho estado no melhor momento de minha vida. Não estou eufórico e sinto um bem-estar sereno e constante.

Gostaria de colocar um assunto que considero importante.

Um dos diferenciais que julgo estar contribuindo para uma caminhada mais serena nesse segundo reboot é a minha retomada de uma vida espiritual. Voltei a ter contato com religião (sou católico) e isso tem me feito muito bem. Saiu o vício, entrou Deus em minha vida.

Nossa vida de viciados era caracterizada pelo desregramento (o que aliás é o símbolo do capitalismo de hoje: a vida desregrada, desregulamentações de mercados, o laissez-faire aplicado a todas as esferas da vida). A religião oferece regras, regras para uma vida boa. Os Dez Mandamentos, para quem é cristão, são um manual da vida boa. Aliás, para quem não é cristão também: duvido que alguém, devoto ou não, degrade sua vida seguindo este "manual". A ideia dos Pecados Capitais, aqueles que são os mais devastadores para a pessoa e para a convivência social. Ou seja, você crendo ou não, há muita sabedoria na religião e não é por acaso que resistiu a milênios. E num mundo onde é fácil se enforcar na corda da liberdade, a religião é uma lanterna para quem está no fundo do rio afogado.

Não estou aqui fazendo proselitismo, apenas explicando meu caso, o que pode ajudar algumas pessoas. A religião é algo íntimo, que a pessoa por si própria vai sentir necessidade de buscar a certa altura da vida. Quando eu era adolescente isso não fazia nenhum sentido pra mim. Hoje o faz totalmente. E não precisou ninguém me convencer. Eu sozinho senti a necessidade.

O fato é que o vício ocupa um lugar de um falso-deus em nossa vida. É ele que dá conforto nos momentos difíceis, embora cobre o preço de te escravizar. Então, sair do vício é trocar o falso-deus por Deus, que dá conforto nos momentos difíceis sem, no entanto, nos escravizar como o vício o faz.

Para mim a religião não é um elemento de culpa, mas libertador. Encontro ali conforto e não repreensões. Uma mão amiga e não um dedo apontando para minha conduta. Sem falar que a Igreja é um dos poucos lugares - nessa sociedade tomada pela perversão do lucro e a perversão da pornografia - onde sei que irei ouvir discursos que visam ao bem-comum.

Quando eu penso que posso recair, a Igreja e Deus me ajudam a ter forças. Quando percebo que meu reboot está saindo do eixo, não lembro só dos conhecimentos neurocientíficos, mas analiso minha vida sob a ótica dos Dez Mandamentos. A mim, tem-me sido de grande ajuda. Como eu disse, ali há um manual da vida boa (mesmo para quem não crê), um eficiente manual de como tirar o melhor de si e não se perder.

Sobre a importância de uma vida espiritual para quem quer abandonar o vício, reveja: http://vivasempornografia.blogspot.com.br/2014/08/esta-psicologa-fez-uma-serie-de-videos.html

domingo, 26 de abril de 2015

Vida com pornografia, Vida sem pornografia

Com base na minha experiência de estar há 120 dias sem pornografia e masturbação, fiz a tabela abaixo. Vejamos o que vale mais a pena: uma vida com ou sem pornografia:

Com PornografiaSem Pornografia
Impotência, disfunção erétilCapacidade de fazer sexo
Ejaculação retardada (demora enorme ou incapacidade de gozar)Capacidade de ter orgasmo com sexo
3 segundos de prazer seguidos de uma sensação de vazioRessensibilização: prazer em sentir novos cheiros, novos gostos, prazer de tocar a pele da companheira, de beijá-la, retorno do prazer sexual
Sua vida está paralisada sempre no dia zero, sempre no mínimoA vida anda pra frente!
Incapacidade de se concentrar; perda de massa cinzenta do cérebroEnorme concentração
Ansiedade brutalSem ansiedade, melhorias enormes na sua capacidade de se expressar
Vida dupla, sempre algo a esconderVida plena
Procrastinação, dias e dias perdendo a vida trancado num quarto, incapacidade de realizar projetosAproveita-se a vida intensamente, novas experiências, projetos realizados
Irritabilidade, vida cinza, sem amigosBem-estar, vida cheia de cores (como voltar à adolescência!), retorno dos amigos
Pele feia, sensação de que se é sujo e barra pesadaPele bonita, sensação de honestidade, de que se é limpo
Relacionamentos falidosRelacionamentos saudáveis
Incapacidade de amar, a vida fica sempre para o amanhãCapacidade de amar, a vida é hoje! Agora!

  
"Se eu desistir agora, logo estarei aonde eu comecei... ...E quando eu comecei, estava desesperado para chegar aonde estou agora."

sábado, 7 de março de 2015

Reboot, Recaída e Reboot: da escuridão à luz novamente.

Quero aqui relatar como foi meu primeiro reboot e como está sendo este segundo.

Entendi que o que me destruía a vida era a masturbação e a pornografia em novembro de 2013. Depois de ter tentado tudo, de Viagra a puteiros perigosíssimos, depois de correr por becos escuros como um viciado atrás de uma dosezinha qualquer de prazer, eu percebi: não tem mais nada pra tentar, só pode ser a masturbação e a pornografia que estão me afundando!

No Carnaval de 2014 conheci o fórum www.apoio.forumais.com, e tal possibilidade de apoio em língua portuguesa e o consequente entusiasmo me fez engatar uma sequência bem sucedida sem PMO, baseada numa disciplina diária anti-recaída (a qual postei aqui no blog).

Fiquei 109 dias sem PMO, em modo hard. Um celibato pleno. Nem bloqueadores eu usava, tamanha era minha convicção em me livrar daquilo de vez (mais tarde eu veria que isso é um erro). Quando fiz sexo após esse reboot foi algo incrível e posso dizer que perdi minha virgindade aos 28 anos, pois só ali descobri o quanto o sexo é incrível. Embora eu já tivesse feito sexo antes, não sentia prazer. Primeiro não conseguia gozar (ejaculação retartada), depois não conseguia ereção. Ambos sintomas de um vício em pornografia, que eu desconhecia. Então, aos 28 passei a desfrutar das maravilhas do sexo.

Porém, fui de um extremo a outro. Eu não tinha uma parceira fixa. A pessoa com quem transei após os 109 dias foi um sexo casual. Assim, do celibato, passei a procurar por parceiras para sexo de modo muito intenso. Eu desconhecia que após um sexo vem o efeito caçador, então pensava em arrumar sexo boa durante parte da semana, comportamento muito parecido com o próprio vício em pornografia. Aliás, eu era o primeiro membro do fórum a estar completando o reboot e portanto havia muitas dúvidas: "E após os 90 dias? Como fica?".

Ao mesmo tempo, do celibato eu passei a perceber minha capacidade de me aproximar de mulheres, e de mulheres muito bonitas. Passei até a ser xavecado por algumas. Novamente, de um extremo a outro: da total reclusão sexual a um cenário em que a soberba passou a me subir a cabeça. Passei a me sentir um super-homem, chovendo mulher pra mim (mas nada que eu engatasse um namoro...). Eu subi, subi, subi... e como numa montanha russa... quando começaram a vir os "nãos" da vida e das mulheres (a dificuldade de lidar com as frustrações), eu caí - mostrando que tudo que sobe sem consistência cai mesmo.

Antes disso, eu estava me achando livre do vício, irrecaível, porque passei dos 90 dias sem PMO. Então relaxei minha disciplina anti-recaída, entre elas o fato de ter voltado ao facebook, que é um mar de gatilhos e uma academia onde se malha o narcisismo.

Olho esse meu primeiro reboot com a seguinte analogia: imagine um carro de fórmula 1 que, após 109 dias pisando no acelerador no máximo (acumulando energias) e ao mesmo tempo no freio (celibato), de repente esse carro sai em disparada a uma velocidade muito alta, muito difícil de controlar. O ideal é que esse carro esteja num circuito próprio (ou seja, que você faça sexo regularmente, de preferência com a mesma mulher, canalizando sem riscos essa potência enorme que você de repente descobre ter). Ocorre que eu era um carro de fórmula 1 andando nas ruas comuns, sem um contato estável com uma mulher com quem eu pudesse canalizar minha energia sexual e não ficar nos altos e baixos emocionais da vida de solteiro. Como potência não é nada sem controle, então não demorou para eu colidir com um poste.

Se não ficou claro, talvez o relato de meu segundo reboot e suas diferenças para com o primeiro esclareçam as coisas.

Nesse segundo reboot muitas coisas foram diferentes. A começar que instalei bloqueadores nos meus computadores. Aprendi que é muito fácil ficar limpo quando se está bem, entusiasmado; o problema é que quando vem a queda é preciso ter um bloqueador que te livre de você mesmo e te impeça de recair em pornografia (que é mais grave que masturbação, embora esta também seja grave).

Em segundo lugar, eu estava com muitas dificuldades. Mesmo fazendo uma disciplina anti-recaída é muito mais difícil fazer um reboot pela segunda vez.
O vício volta mais forte após uma recaída pós-reboot. Esse foi um segundo aprendizado. E só consegui engatar uma sequência bem sucedida sem PMO após fazer uma viagem de quase 30 dias para o exterior, o que me colocou em ambientes onde eu nem lembrava de vício, contador, fóruns ou fantasias. Assim, consegui passar da barreira das 3 semanas, quando a compulsão é mais forte, e engatar minha atual sequência de reboot - a qual será a última, pois tenho ciência de que se recair de novo é provável que eu nunca mais consiga me levantar, pois quando se faz o reboot e se recai, fica cada vez mais difícil. Eu levei 6 meses para me levantar após minha recaída, 6 meses de inferno: me sentindo fraco, sujo, desleixado, sem concentração, sem rumo na vida, escravo da masturbação e de fantasias, incapaz de me relacionar com uma mulher, me sentindo impotente sobretudo em relação ao vício. Metade de um ano perdido, e sempre com aquele arrependimento de estar vivendo sempre no "dia 0" do contador novamente. Isso somado aos três meses de reboot, perde-se praticamente um ano inteiro para se recuperar de uma recaída.

Uma terceira diferença: já desde o dia 39 eu passei a me envolver com uma mulher e fazer sexo. Isso tem me ajudado muito! Não é um namoro, mas nos encontramos toda semana, e assim eu consigo canalizar minhas energias sexuais em algo estável, enquanto vou me recuperando dos danos que a pornografia e a masturbação me fizeram. Estou prestes a completar um mês saindo com essa mulher e minha vida nunca esteve tão boa, tão produtiva. Faço sexo em torno de uma vez por semana com ela, umas três transas, e isso me deixa tranquilo a semana inteira para que eu possa me concentrar em coisas produtivas. Uma mulher legal dá um up na vida de um homem. Uma mulher legal ajuda ainda mais um ex-viciado em pornografia.

Quarta diferença: a expectativa. Quando fiz reboot em modo hard, eu jogava tudo para o futuro. O futuro seria perfeito, pensava eu erroneamente. Criei uma expectativa muito grande, tão grande quanto a minha espera. Uma idealização do futuro, que se mostrou uma armadilha, trazendo as frustrações que me ajudaram a recair.

Agora, sinceramente, eu não estou nem aí para os 90 dias. Tanto faz se eu estou com 90 ou 360 dias sem PMO. A postura é a mesma: ficar limpo hoje, cuidar para eu me manter longe de P e M, até porque sei que se eu não me precaver quanto a P e M posso recair a qualquer altura do campeonato (mesmo com mais de anos sem P e M - seremos sempre viciados, embora com o vício em controle), e talvez nunca mais conseguir ficar limpo novamente se recair.

Digo que atualmente estou vivendo uma felicidade serena. Me sinto bem, muito bem, muito feliz mesmo! Mas não o super-homem de tempos atrás. Não quero ser o super-homem. Quero continuar como eu estou hoje! Quero que aos 400 dias sem P&M eu esteja como estou hoje. Vivendo bem. Portanto, não penso nos 90 dias. Eles são só uma data simbólica.

Tenho ciência de que o vício sempre vai tentar me passar a rasteira nos momentos de frustração, e por isso tenho tentado trabalhar minha capacidade de resiliência, de tomar um impacto e voltar ao normal. Aliás, o facebook está desativado. Enfim, eu não me acho mais irrecaível.

Hoje estou aos 67 dias sem MO e 70 sem P. Nos últimos 40 dias - quando os efeitos do reboot se fizeram presentes - eu tomei mais atitudes importantes (em relação ao trabalho, em relação a garotas que eu gostaria de me aproximar), fiz e criei mais coisas, fiz mais sexo (não tresloucadamente, mas estavelmente) do que nos últimos 10 anos da minha vida. Nunca minha vida esteve tão boa e ao mesmo tempo serena como agora. Humildemente espero cultivar isso, dia após dia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Apenas 39 dias sem Pornografia e Masturbação e já consigo fazer sexo

Com apenas 39 dias sem P&M eu já consegui fazer sexo com uma mulher e percebo que minha DE (disfunção erétil) está se recuperando! Com tão pouco tempo de recuperação minhas ereções não foram 100%, mas o suficiente para eu transar 3 vezes =)

Eu estive viciado por mais de uma década (e pior: sem saber que o que me destruía a vida era a pornografia, não fazia idéia que eu era viciado...). Fiz o reboot em modo hard (sem sexo nem orgasmo) até os 109 dias e me mantive sem pornografia e masturbação por entre 4 e 5 meses. Recaí, cheguei a pensar que não conseguiria mais me livrar do vício, porém agora estou fazendo o reboot novamente. Na época eu não conhecia nenhum caso de pessoa que reinicializou duas vezes, mas agora vejo que é possível sair dessa pela segunda vez. Durante os 6 meses que fiquei afundado no vício após recair (não vale mesmo a pena recair, perdi metade do ano de 2014 tentando me levantar da recaída), durante esse tempo os fóruns sobre vício em pornografia foram crescendo e eu pude acompanhar outros casos de pessoas que fizeram o reboot e recairam. Eu não era o único caso.

É engraçado passar a sentir novamente coisas que eu já relatava meses atrás no fórum (www.apoio.forumais.com) quando fazia o reboot pela primeira vez: eu sinto como se tivesse voltado à adolescência haha Os cheiros que eu sinto (talvez devido à ressensibilização do cérebro) me lembram minha adolescência, o bem estar também. A vida é boa e bela, quem nos leva a beleza dela é a pornografia. Aliás, a sensação de estar literalmente limpo... nossa, pra quem já freqüentou os submundos atrás de uma dosezinha de prazer, é como se eu saísse dos escuros porões e pudesse viver sob a luz do sol.

Hoje eu estou com uma felicidade serena. E daqui pra frente quero observar como meu corpo se comportará, se haverá efeito caçador após o sexo, etc. Mas agora eu só quero desfrutar desse imenso prazer de estar vivo haha Dizem que sexo é vida, eles têm razão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sabotando a recuperação

"Só retirar o comportamento ou a substância não vai solucionar o problema"

Esta psicóloga fez uma série de vídeos que achei muito interessante. Embora ela fale geralmente sobre o vício comportamental da anorexia e do vício químico do álcool (vícios que ela teve), acho que há informações importantes para nós nesses vídeos. Taí um deles




Ela fala de três passos para uma recuperação bem sucedida:

1. Abandonar o comportamento vicioso
2. Re-construir a vida espiritual e emocional
3. Re-construir uma vida social

sábado, 17 de maio de 2014

Vicio porno pode estar destruindo seu casamento

Tenho visto na internet muitas mulheres comentando que seus maridos não as procuram mais, que estão há meses sem praticar sexo e que se sentem péssimas ao ver que seus companheiros preferem a pornografia a elas.

Nunca fui casado, mas pelos danos que a pornografia causou em minha vida, e pelos relatos de viciados que perderam o casamento para o vício em pornô, podemos afirmar que a pornografia destroi casamentos e namoros.

Alguns sintomas do vício são: disfunção erétil ( impotência sexual ), falta de desejo pela parceira, ejaculação retardada, ansiedade, falta de energia e concentração, entre outros.

Num dos blogs que li, de um psicanalista, ele diz que a falta de amor entre o casal pode ter conduzido o homem à pornografia. Mas lhe faltou constatar a relação causal inversa: a pornografia pode levar ao desinteresse do homem pela mulher (ou da esposa pelo marido, se for ela a viciada), e esse desinteresse vir a abalar o amor.

O vício causa uma série de alterações fisiológicas no cérebro, o que afeta não só o desejo sexual mas o amor de um parceiro pelo outro. O viciado em pornografia vai perdendo aos poucos a capacidade de se ligar afetivamente a outra pessoa.

Se você chegou até aqui e acha que a pornografia está destruindo seu casamento, fique feliz pois há como sair dessa situação!

Recomendo que leia os outros posts do blog, para saber como se curar (ou como ajudar seu cônjuge a curar-se), para saber também por que a pornografia vicia e como ela age no cérebro. Boa sorte!

sábado, 3 de maio de 2014

Reboot: Como chegar aos 30 dias sem Pornografia, Masturbação e Orgasmo

Depois de muito tempo tentando, finalmente consegui alcançar e ultrapassar os 30 dias sem PMO. É um grande passo no abandono do vício. Os benefícios são inúmeros: maior energia, menor ansiedade, maior controle sobre a própria vida, você sente que as mulheres olham mais pra você, retorno de ereções espontâneas e fortes (aos 63 dias, ainda não sei se minha disfunção erétil está plenamente curada, pois não fiz sexo, mas o sinais são positivos), maior sensibilidade aos prazeres em geral. Enfim, é voltar a viver.



Basicamente, o que me permitiu ultrapassar a barreira dos 30 dias foram três coisas:

Este método constitui-se numa disciplina diária que tem me evitado recair, que tem me ajudado a manter-me longe de pornografia, masturbação, fantasias e orgasmo. Seria este o meu método:

Saia de casa. Mantenha-se ocupado

Nosso vício, para se realizar, precisa de um tempo e um espaço. O tempo precisa necessariamente ser ocioso; o espaço tem de necessariamente ser privado, com privacidade. Você não se masturba num espaço público, nem quando está ocupado.

Portanto, para não recair é preciso dissociar a dupla tempo ocioso & espaço de privacidade. Saia de casa, vá a espaços públicos. Bibliotecas, parques, shopings etc. de É a melhor precaução contra recaídas. Se não puder sair de casa, mantenha-se ocupado: lave louça, roupas, banheiro, limpe a casa, o quarto, estude, toque um instrumento. Enfim, ocupe-se para não se manter no velho comportamento.

Saia de casa mesmo que não haja nada para fazer fora de casa, mesmo que for para andar de ônibus sem rumo. O importante não é o que você vai fazer fora de casa, o importante é o próprio sair de casa. A mesma coisa vale para o ocupar-se. Se não puder sair de casa, ocupe-se, mesmo que não haja nada para fazer. Da mesma maneira, não importa o que te ocupará, mas o próprio ocupar-se é o que importa. 

Nosso vício é um vício comportamental, e portanto há que se mudar o comportamento, o hábito, para vencê-lo.

Usar o computador apenas para acessar o fórum e ler o ebook

O computador está para nós assim como o bar está para o alcoólatra. É ele que provê a oferta de pornografia a nós. Use bloqueadores de pornografia, como o K9 e o OpenDNS, mas tenha em mente: não há um modo perfeito de bloquear pornografia. Portanto, não fique zappeando na internet, navegando a esmo. Durante pelo menos as 3 primeiras semanas use o computador apenas para ler o fórum e o ebook.

Saia do facebook, pois ali há muitas imagens excitantes de garotas de biquínis ou até mesmo pornografia.

Ler e participar do fórum é importante para você tirar suas dúvidas e ver que você não é o único a sofrer com essa epidemia da modernidade. Cada vez que você retorna ao fórum, renova seu compromisso consigo mesmo. (Obs: se optar por contar os dias sem PMO, recomendo este contador aqui, igual ao que pus no topo do blog).

Lendo o ebook você vai aprender por que a pornografia vicia, o que você tem a ganhar se livrando da pornografia (isto é essencial! Leia o capítulo 7, sobre os benefícios) e o "como" se livrar do vício.

Muitos dos usuários - inclusive eu - relatam que o "encanto por computador", a vontade de não desligar o pc, desaparece depois de algumas semanas sem PMO. Muito provavelmente o vício em computador ou o vício em internet escondem um vício em pornografia.

Trocar o prazer do vício por um prazer saudável

Vício é quando nosso lado animal - que busca o prazer e o que é necessário à perpetuação da espécie (sexo, comida) - passa a controlar o lado racional. O que nos distingue dos animais é justamente a capacidade de dizer "não" aos desejos do nosso instinto animal. O vício enfraquece ou anula essa capacidade de negar o desejo.

E esse desejo (a pornografia, a masturbação, no nosso caso) é muito forte. Portanto, bater de frente contra a vontade de ver pornografia quase sempre é ineficaz. Ficar pensando "não posso fazer isto, não posso ver pornografia" somente aumenta a vontade de ver pornô. O mais inteligente e eficiente é driblar o vício. Em vez de lutar contra seu lado instintivo, engane-o.

Como? Ao parar de ver pornografia e masturbar-se, seu corpo vai clamar por prazer. Você acostumou ele com anos de picos de dopamina e agora que cortou a farra da pornografia, seu corpo vai fazer de tudo para você retornar a PMO (saiba disso).

Assim, se o corpo quer prazer, dê-lhe prazer. Mas não exatamente o que ele quer. Você irá trocar o prazer não-saudável da pornografia por diversos outros que sejam saudáveis: o prazer de ir a um parque, o prazer de estar com outras pessoas, o prazer de ir comer um prato diferente, de aprender um instrumento musical, praticar esportes.

Durante o rebooting, evite álcool, maconha ou qualquer outro tipo de prática ou substância prazerosa que não seja saudável (games eu também não recomendaria). Um dos motivos é que elas irão enfraquecer sua disciplina diária, abrindo brechas para uma recaída. Outro motivo é que, na minha opinião, como o corpo estará clamando por liberação de picos de dopamina no cérebro (a dopamina que a pornografia e a masturbação antes proviam...), creio que ao consumir essas substâncias durante o rebooting seja possível que se troque um vício por outro.

Na dúvida eu não pago para ver.

Pratique esportes. Acorde mais cedo.

Com isto, não só você estará trocando o prazer não-saudável do vício por algo prazeroso e muito saudável, mas também chegará em casa cansado - e quanto mais cansado, melhor - a ponto de não ter energia para querer buscar pornografia ou masturbação quando chegar em casa.

Além disso, outra dica é passar a acordar mais cedo. Dessa maneira, você passará a dormir mais cedo. Chegará em casa cansado o bastante para deitar e dormir. É assim, com essas duas dicas, que você irá evitar recair à noite.

Divida a meta em pequenas metas

Para não ficar ansioso, esperando os 30 dias chegar, eu fazia o seguinte. Por exemplo: quando estava aos 18 dias minha pequena meta era chegar a 20 dias (eu comemorava todas as datas redondas). Aos 20 dias, minha meta passava a 21 dias (3 semanas). De 21, minha meta passava a ser 24 dias (80% de 30 dias); e então minha meta passava a 27 dias (90% de 30). A próxima meta era 28 dias (quatro semanas). Quando vi já estava chegando a 30 dias. Não pensava nos 30 dias, muito menos nos 90.

É como se em vez de olhar para o horizonte distante, você olhasse para o chão, para o passo que dá hoje e para o que dará amanhã. Quando menos espera, de tanto caminhar, o horizonte chegou. Com esse esquema de pequenas metas, de dois em dois dias você tem o que comemorar. E assim, com essas pequenas vitórias, está sempre motivado a prosseguir. E não fica pensando naquele "dia número 30 que não chega nunca".


Perceba os padrões de recaída

A maioria de minhas recaídas seguiam um padrão: a) aos finais de semana, b) ao final do sono (quando a testosterona está alta), c) nos dias seguintes após balada. Identificando esses padrões, eu me protegi de mim mesmo e não recaí mais.

Os dois primeiros padrões acredito que afetam a todos. O terceiro é um padrão mais pessoal, mas está relacionado à frustração - e esta sim pode ser um gatilho para a recaída de qualquer um. Vejamos, respectivamente, um pouco mais sobre esses padrões, de forma a entender para não recair.

Padrão 1. Atenção redobrada com os finais de semana
Durante a semana, no meu caso, o trabalho exerce um efeito disciplinador, de modo que sempre tive mais facilidade em me manter sem PMO durante a semana. Assim, a maioria das recaídas que tive foram aos finais de semana, quando havia mais tempo ocioso e não havia a necessidade de sair de casa (ou seja, me mantinha no espaço de privacidade de casa). No fórum, muitos usuários relatam que muitas de suas recaídas ocorrem aos finais de semana. Portanto, esteja ciente disso.

As dicas são as mesmas: saia de casa! Durante todo o primeiro mês é essencial sair de casa todos os dias. Final de semana vá nem que seja a um supermercado comprar um chocolate. Você terá tido que tomar banho, se locomover (se for longe, melhor ainda), retornar e ainda dará a seu cérebro algo prazeroso (o chocolate - mas não vá exagerar rs). Não fique em casa. Se ficar, não fique desocupado - muito menos no computador.

Padrão 2. O final do sono
Ao final do sono, nossa testosterona está alta. É comum acordarmos com tesão, principalmente quando acabamos de parar com PMO. Então, esteja ciente disso também: seu corpo vai tentar te trair ao final do sono.

O melhor é levantar rapidamente, não ficar enrolando na cama. Abrir as janelas e a porta do quarto (para evitar a privacidade necessária à masturbação). Ir preparar um café da manhã, tomar um banho e sair de casa.

Padrão 3. Frustração
Percebi que sempre que eu ia a uma balada e não conseguia "ficar" com ninguém, me voltavam fantasias eróticas à cabeça que ameaçavam me fazer recair. O vício em pornografia é um vício em fantasias (aprendi isso no fórum e foi muito importante para eu conseguir engatar o rebooting). Vi que a frustração em relação a não conseguir uma mulher na noite anterior, isso me deixava triste e, portanto, o vício tentava voltar por esta brecha.

É sabido que em momentos de frustração, de dor, muitos viciados recaem. Pois então perceba o que te frustra, quais situações (por exemplo: o término de um namoro...), e saiba que seu corpo tentará te trair justamente nessas circunstâncias de dor e fragilidade. Aliás, acho que uma ajuda psicológica é de grande ajuda para nós.

4. Conheça seus próprios padrões
Perceba seus próprios padrões: você recaiu em qual circunstância? Após o quê? O que te levou à recaída? Por exemplo: há pessoas que recaem após jogar videogame. Os games lhes dão uma grande excitação e por conseguinte uma enorme vontade de se masturbar. Então, é preciso prestar atenção em si, identificar o que o leva à recaída e agir para "tapar essa falha no seu sistema de segurança".

Conclusão

Escrevi aqui o método que tem funcionado para mim. Não existe uma regra, pode ser que você tenha de pensar seu próprio método de enfrentar o vício. Mas saiba que nosso vício é um vício comportamental. Portanto, não o venceremos se não mudarmos nossos hábitos. O método é uma disciplina diária para que consigamos mudar de hábito e, assim, deixar o mundo de degradação moral da pornografia para trás. Sinta-se à vontade para criticar ou relatar abaixo o que você faz para manter-se firme e forte no processo de "reinicialização" do cérebro.

PS: Escrevi aqui sobre os 30 dias porque após esse período será muito mais fácil chegar aos 60 dias e, creio eu, aos 90 (estou a 63 dias sem M e O, e a 69 dias sem P). Será mais fácil até porque seu hábito terá mudado, mas também porque você estará mais consciente de como lidar consigo próprio.

domingo, 16 de março de 2014

Fórum sobre vício em pornografia e masturbação

Fórum anônimo para que possamos tirar nossas dúvidas com quem está se curando e quem já se curou do vício em pornografia.

http://apoio.forumais.com/

A participação diária neste fórum tem me ajudado a ficar longe tanto da pornografia quanto das fantasias mentais que me conduziam à masturbação (e ao pornô). A qualidade da minha "restauração" melhorou muito desde que passei a participar deste fórum.

Tenho percebido cada um de nós é muito mais forte quando inserido num todo, numa comunidade que se apoia mutuamente. Recomendo que você participe postando e comentando no fórum, e não apenas lendo. Certamente isso será de grande valia para você também.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Recaída

É triste, mas ontem eu recaí. E fiz algo que não recomendo a vocês: me dei um "aval", tipo "bom, só por hoje eu vou me permitir, já que no dia de hoje eu recaí...". E aí foram várias vezes M e O (masturbação e orgasmo), com direito a P (Pornografia) na última. Isso é MUITO errado. Se você recaiu, ok, bola pra frente. Tente sair de casa, porque certamente seu corpo vai falar: "hey, que tal mais um pouco de dopamina?". Recair uma vez é muito melhor do que recair varias vezes num mesmo dia.

Minha meta é ficar ao menos 60 dias sem PMO. Quero fazer o chamado "reboot", reinicializar o cérebro em relação à pornografia.

Achava que a jornada ia ser fácil, mas vi que chega uma hora que é complicado. E paradoxalmente é complicado não porque você se sinta mal, mas justamente porque você nunca se sentiu tão bem, tão homem, tão confiante, tão sensível (não no sentido emocional, mas em relação ao prazer... Na minha opinião, sair da pornografia, como sair de qualquer vício, te faz sentir mais prazer, seja comendo algo, bebendo algo, beijando uma garota ou sendo tocado...) e, eventualmente, com tanto tesão (até porque você tem um harém de atrizes pornôs e imagens na cabeça). E aí está o perigo: você, se sentindo cada vez melhor e mais sensual, voltar para a masturbação, que puxa a pornografia e você atrasa seu processo de abandono do vício.

Atrasa. Você não perde o tempo que presenteou seu cérebro sem pornografia. Mas, para quem tem disfunção erétil como eu, é preciso ficar alguns meses sem PMO. Ao menos é o que tenho lido no YourBrainOnPorn.com, os casos bem sucedidos de reboot e recuperação da impotência sexual.

Para mim, os primeiros dias após a recaída são fáceis de ficar sem PMO. O corpo meio que está se recuperando (até porque minhas recaídas tem sido bem estilo "farra", caracterizadas pelo excesso, o que é mais um indício de um comportamento viciado). O difícil é quando vou chegando lá para o oitavo, nono dia.

Bom, mas vamos lá. É levantar a cabeça e recomeçar a luta.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

10 dias sem PMO

Estou chegando a meu décimo dia sem Pornografia, Masturbação ou Orgasmo (PMO). Gostaria de descrever como me sinto.

Percebo que tenho muito mais energia e disposição. Nas minhas épocas de masturbação eu sempre acordava cansado, mesmo dormindo 8 horas ou mais por noite. Não tinha coragem nem disposição para nada. Agora, com apenas 10 dias sem PMO sinto que acordo "renovado". Volto a ver como o sono é regenerador.

Pode parecer estranho, mas sinto que agora tem um "conteúdo" dentro de mim, uma potência, uma energia que me faz sentir robusto e capaz. Ficar sem masturbação e pornografia é como ligar um motor dentro de si. Faz-nos perceber o quão a natureza nos deu um bem-estar interno natural, que P e M nos roubam sem que vejamos. Como escrevi no post anterior: o grande problema do vício em pornografia e masturbação é que seus malefícios, e portanto o próprio vício, são imperceptíveis, silenciosos.

Por enquanto tem sido fácil me controlar. Não têm vindo muitas imagens excitantes em minha cabeça e quando elas vêm, tenho logo conseguido dissipá-las, seja me distraindo com outras coisas, seja dizendo para mim mesmo que aquela excitação não é por causa de uma mulher real, mas por conta da parte viciada do meu cérebro, cheia de imagens pornográficas.

Além disso, percebo que meu cérebro é mesmo viciado em P e M por causa de algumas sensações fisiológicas que tenho sentido. Minha respiração às vezes fica ofegante, e percebo que meu corpo estranha quando deito à noite na cama e não toco meu pênis. É como se a mão (e o cérebro) tivesse condicionada a buscá-lo para a masturbação. Nesse aspecto meu auto-policiamento tem sido constante. Ao mesmo tempo percebo que uma parte central do meu cérebro está diferente. Não doi, nem incomoda, mas talvez seja a parte cerebral acostumada a receber enormes quantidades de dopamina liberadas pela pornografia e masturbação. Eu poderia resumir tudo isso como se o corpo dissesse: "Ei, cadê minha dose de dopamina diária?".

Mas é exatamente isso que vai me fazer sentir prazer com mulheres reais: meu corpo precisa reaprender a sentir prazer com doses menores de dopamina; e a desaprender a sentir prazer com imagens pornográficas. O vício em pornografia te sensibiliza para o prazer com imagens pornográficas cada vez mais extremas na tela do computador, e te dessensibiliza para o prazer com o sexo real (e vários outros pequenos prazeres da vida).

Nossa caminhada é reverter esse dano que a pornografia causou. Cada dia é uma vitória. Espero que compartilhar minha experiência me ajude e os ajude.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Primeira postagem

Olá, sou o Magrão. Criei esse blog para compartilhar minha experiência de abandono do vício em pornografia e masturbação. Todos os sites que encontrei abordando o tema em língua portuguesa tem alguma ligação com religião. Embora eu respeite as crenças, creio que seja preciso uma visão laica deste problema que tem destruído a vida de vários homens, muitas vezes sem eles perceberem. A religião pode ter muito a dizer sobre o assunto, mas o fato é que a pornografia e a masturbação criam problemas fisiológicos, e é isso que eu gostaria de comunicar.

Sua impotência sexual pode ser fruto da pornografia. Seu desinteresse por mulheres "normais" e eventualmente até suas dúvidas quanto a sua orientação sexual, tudo isso pode ser resultado do consumo de pornografia.

Ocorre que falta esse tipo de informação, sobre os malefícios da pornografia ao cérebro humano. Geralmente as pessoas começam a consumir pornografia no início da adolescência. Após o advento da internet banda larga, isso passou a ocorrer cada vez mais cedo, e o consumo de pornografia - hoje acessível em um clique - em doses cada vez mais intensas. O saldo disso é que as pessoas iniciadas nessa "sexualidade virtual" só vão saber que estão viciadas em pornografia depois de muitos anos passando por tudo que é tipo de especialistas: psiquiatras, psicólogos, sexólogos, urologistas, etc. Eis alguns sintomas desse vício: disfunção erétil, ansiedade social, baixa libido, falta de energia e até atração por pessoas do mesmo sexo. Talvez o pior do vício em pornografia seja esse caráter silencioso e difícil de perceber, pois não é um problema de saúde muito conhecido, já que é um vício novo, fruto do advento da internet banda larga.

A primeira coisa que um homem consumidor de pornografia pensa quando lhe ocorre a impotência é: "preciso tomar Viagra". Só que não adianta, pois o problema não é no pênis, mas na cabeça. A pornografia alterou o padrão de sensibilidade desse homem e, portanto, as mulheres reais não excitam alguém que está acostumado com as perfeitas atrizes pornôs em cenas cada vez mais extremas e excitantes. O fato é que até você perceber isso, já se passaram anos da sua vida. Mas não há nada pior do que você não saber qual o seu problema.

Felizmente as alterações cerebrais causadas pela pornografia tem reversão. O cérebro humano é muito plástico e se adapta às condições a que é submetido. Portanto, se você abandonar a visualização de pornografia e a masturbação, seu cérebro vai "reaprender" a sentir prazer com uma mulher real. Este processo chama-se rebooting.

Abordarei mais sobre o assunto aqui no blog. Espero que vocês comentem e relatem seus problemas ou batalhas contra a pornografia e a masturbação. Por ora, fiquemos com esse vídeo acima (clique em ativar legendas -> português, no menu do YouTube)